Guimarães Rosa und Meyer-Clason: Literatur, Demokratie, Zusammen Lebenswissen - Publicação em destaque

O LIVRO DA SEMANA escolhido pela Fundação Alexander von Humboldt foi “Guimarães Rosa und Meyer-Clason: Literatur, Demokratie, ZusammenLebenswissen” (Guimarães Rosa e Meyer-Clason: Literatura, democracia e “ZusammenLebenswissen”). Publicada em conjunto pelo pesquisador brasileiro Paulo Soethe  (UFPR) e pelo alemão Ottmar Ette (Uni Potsdam), a coletânea reúne textos de 12 especialistas e trata sobre a colaboração intelectual entre Guimarães Rosa e seu tradutor, Meyer-Clason. A publicação, que recebeu apoio da Fundação, está disponível gratuitamente em sua versão digital e faz parte da série Mimesis -  Romanische Literaturen der Welt da editora De Gruyter.
 
O conhecimento pessoal e a colaboração literária intensiva entre João Guimarães Rosa e Curt Meyer-Clason demonstram um caso especial das relações culturais teuto-brasileiras. A coletânea aborda esses aspectos na obra de Rosa a partir de estudos literários, culturais e de tradução, também com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da consciência histórica e a manutenção da cultura democrática no Brasil e na Alemanha.
 
Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa (1908-1967) é o mais importante Romancista brasileiro da sua época de criação literária, que abrangeu as décadas de 1940, 50 e 60 do século XX. Nascido na pequena cidade de Cordisburgo em Minas Gerais Belo Horizonte ele estudou medicina e trabalhou como médico por um período relativamente curto, até que decidiu se inscrever em 1934 como diplomata no Rio de Janeiro. Em 1938 assumiu seu primeiro cargo como vice-cônsul brasileiro em Hamburgo, onde trabalhou até 1942. Ele teve em sua infância uma relação bastante idealizada com a língua alemã, mas as novas experiências mudaram sua visão da Alemanha.
 
Curt Meyer-Clason
Curt Meyer-Clason nasceu em Ludwigsburg em 1910 e passou a adolescência no Brasil. Durante a década de 1940 entrou em contato com agentes e colaboradores do Nacional-Socialismo, o que o colocou sob suspeita de espionagem. Ele foi, portanto, retido pelas autoridades por quase cinco anos (1942-1946). Dentro desta prisão ele começou  sua relação com a literatura e se dedicou a ela até o final de sua vida, se tornando escritor, tradutor e crítico literário.
 
Pesquisadores: Ottmar Ette, Paulo Astor Soethe, Pedro Dolabela Chagas, Willi Bolle, Orlando Grossegesse, Luís Bueno, Larissa Walter Tavares de Aguiar, Andressa L. M. Medeiros, Fabrício César de Aguiar, Douglas Pompeu, Kathrin Rosenfield, Mauricio Mendonça Cardozo.
 
Fonte: Ette, O., & Soethe, P. (Eds.). (2020). Guimarães Rosa und Meyer-Clason. Berlin, Boston: De Gruyter. doi: https://doi.org/10.1515/9783110677713
 
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Autor: 
Bruna Senke Marcelino
Data de Publicação: 
29/09/2020
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